sábado, 5 de julho de 2014

Algumas tutorias PUC-GO

Caso Clínico 1:
DAS, 45 anos de idade, sexo feminino, internada no HC de Goiânia, encaminhada do UABSF de seu distrito sanitário com quadro de dificuldade para deglutir em decorrência de tentativa de autoextermínio, com ingestão de soda cáustica, ocorrido há mais de 20 anos, o que levou a lesões crônicas em cavidade oral e esôfago. A paciente foi internada para tratamento cirúrgico, pois o médico que a atendeu, referiu ser esta a única abordagem terapêutica adequada e que existem várias publicações que mostram que a inflamação crônica, nesta região, aumenta o risco de carcinoma.

Caso Clínico 2:
Um trabalho de conclusão de curso dos acadêmicos do módulo XII do curso de medicina da PUC-Goiás e aprovado pelo Comitê de Ética da Instituição, demonstrou a correlação do estresse e má alimentação com alteração da secreção gástrica e com o aparecimento de gastrite na população.

Caso Clínico 3:
A vacinação contra rotavírus  foi implementada pelo Sistema Único de Saúde em 2006. À época o Brasil foi o primeiro a implementar este tipo de vacinação em um sistema público. A rotavirose é a principal causa de diarreia grave em crianças, acometendo mais frequentemente a população de baixo status socioeconômico. O vírus acomete o intestino delgado possivelmente causando gastroenterite com má absorção, dor abdominal, cólica e febre, muitas vezes necessitando internação hospitalar para manejo apropriado. Alguns modelos animais de infecção por rotavírus estão disponíveis para pesquisa. Estudos de Caso-Controle já demonstraram a efetividade da vacina.

Caso Clínico 4:
JCA, 62 anos, sexo masculino, desnutrido, em pós operatório recente de cirurgia de grande porte, apresentava níveis séricos elevados de creatinina com redução da taxa de filtração glomerular. O médico o informou que algumas pesquisas médicas demonstram que existem vários fatores que justificam a  ocorrência de disfunção renal em pós operatório, como a idade avançada e a desnutrição. Para prevenir sua ocorrência é necessário a atuação de uma equipe multiprofissional com um serviço de saúde bem estruturado e qualificado.

Caso Clínico 5:
Foi realizado um estudo de coorte com pacientes dislipidêmicos refratários ao tratamento com medicamentos, a fim de detectar precocemente, caso ocorressem, alterações nas funções hepática e pancreática. A pesquisa foi fundamentada nos preceitos éticos-legais da resolução 196/96 do CNS.

Caso Clínico 6:
Uma aluna de medicina da PUC-Goiás faz parte de um projeto de pesquisa prospectiva e multicêntrica. São estudados pacientes internados por patologia hepática, com diferentes dietas, em instituições de alta complexividade. Pacientes com comprometimento dos mecanismos de excreção da bile são excluídos. O projeto levou um longo tempo para ser aprovado pelos órgãos de ética em pesquisa clínica brasileiros, e a instituição goiana, única no Brasil, quase não pode participar.

Fonte: Faculdade de Medicina, PUC-GO, Goiânia.



Tutoria 5

Reconhecimento de Paternidade
A busca do pai biológico atinge milhares de brasileiros. Para o reconhecimento de paternidade é necessário que o DNA do suposto pai e do suposto filho sejam confrontados. É fundamental que o profissional da área conheça a estrutura do DNA, heteropolímero, molécula orgânica que se duplica e quando transcrita em RNA codifica as proteínas.

Fonte: Faculdade de Medicina, UFMT, Cuiabá.


Questões levantadas pelo grupo:
  • Como é a estrutura do DNA? E do RNA?
  • Como ocorre a transcrição do DNA em RNA?
  •  Como ocorre a duplicação do DNA?
  •  Como ocorre a síntese proteica?
  •  Por que o material genético do pai pode ser comparado com o do filho?
  • Como é feito o teste de paternidade?


Hipóteses levantadas pelo grupo:
  •  Estrutura do DNA: Fita dupla, antiparalela, desoxirribose como pentose, ácidos nucleicos ACGT, possui ligação de hidrogênio. Estrutura do RNA: Fita simples, ribose como pentose, ácidos nucleicos ACGU. Ambos possuem ligação fosfodiéster.
  •  Separa as duas fitas (helicase), a partir do DNA codifica em RNA, religa o DNA. Possui DNA polimerase.
  • A duplicação é semiconservativa. Separa as duas fitas; enzimas trazem nucleotídeos que formam uma nova fita que se liga ao molde antigo. Sentido 5’ 3’. Há enzimas de reparação.
  • mRNA vai para o citoplasma; ribossomos se acoplam ao mRNA; ribossomos leem os códons; tRNA traz os aminoácidos correspondentes (anticódon). Há o código degenerado.
  • Por causa da herança genética.
  • A partir de comparação de amostras de DNA do suposto pai, do filho e da mãe. Feito por eletroforese.


Objetivos determinados pelo grupo:
  •  Caracterizar as estruturas do DNA e do RNA.
  •   Descrever o processo de duplicação do DNA, transcrição em RNA, tradução e síntese proteica.
  •  Conhecer o teste de paternidade.







Tutoria 1

Aprendendo a Aprender
Carolina tem 17 anos e pretende estudar medicina na UFMT. No entanto, deu-se conta de pouco sabe a respeito de sua futura profissão. Concluiu que a melhor maneira de obter informações seria pesquisar o assunto. Obteve dados sobre as especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina, o número  de médicos no Brasil e em Mato Grosso e quantos eram formados a cada ano. Além disso, também pesquisou sobre a distribuição desses profissionais tanto geograficamente como de acordo com as especializações escolhidas. Interessou-lhe muito as atuais Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Medicina, particularmente o perfil do médico. Para completar sua pesquisa, procurou informações a respeito do Projeto Pedagógico do Curso de Medicina a FM/UFMT e de como esta o mercado de trabalho pra os recém formados.

Fonte: Faculdade de Medicina, UFMT, Cuiabá



Questões levantadas pelo grupo:
  • Quantas são as especialidades médicas reconhecidas pelo CFM ?
  • Quais são essas especialidades?
  • Quantos médicos existem no Brasil e no Mato Grosso?
  • Quantos médicos são formados por ano?
  • Qual é a distribuição geográfica dos médicos e quais as especialidades predominantes por região?
  • Qual é o perfil do médico de acordo com as Diretrizes Curriculares?
  • Como é o projeto pedagógico do curso de medicina da FM/UFMT?
  • Como está o mercado de trabalho para os recém formados em medicina?

Objetivos determinados pelo grupo:
  • Identificar as especialidades médicas reconhecidas pelo CFM.
  • Determinar o número de médicos no Brasil e no Mato Grosso e quantificar o número de formados a cada ano.
  • Verificar a distribuição geográfica dos médicos e especialidades predominantes.
  • Conhecer as Diretrizes Curriculares e caracterizar o perfil do médico de acordo com elas.
  • Conhecer o PPC da medicina da UFMT.
  • Analisar o mercado de trabalho para os recém formados no curso de medicina.





quinta-feira, 29 de maio de 2014

O Câncer de Mama e o Senso Comum

"Câncer de mama: a chance de cura é de até 95% se a doença for descoberta cedo." Será mesmo? No Brasil, é improvável que alguém não tenha lido ou ouvido a frase acima em uma das dezenas de campanhas sobre o câncer de mama. Ela acabou por se transformar em senso comum. Neste texto, pretendemos esclarecer alguns conceitos e apresentar à população os possíveis problemas de se repetir, sem análise crítica, essa informação.
Cura significa a erradicação de todas as células cancerígenas e que o câncer nunca mais retornará. Remissão significa que os sinais e sintomas do câncer diminuíram ou desapareceram, mas não garante que todas as células foram erradicadas.

No final do século 19, muitas pacientes com câncer de mama apresentavam-se com doença avançada no diagnóstico. O tempo médio de acompanhamento não superava o primeiro ano ou, no máximo, o quinto ano após o tratamento. Ao fim do século 20, tornou-se prática realizar o seguimento por períodos mais longos. Isso permitiu observar recidivas após cinco, dez ou 20 anos em mulheres antes consideradas curadas.
Países com registros de casos de câncer dispõem de dados de sobrevida. Na Inglaterra, a sobrevida em um e cinco anos para os cânceres de mama diagnosticados entre 2005 e 2009 é de 95,8% e 85,1%, respectivamente. Os dados de mulheres cuja doença foi descoberta "cedo" (estágio inicial) são diferentes. Nos Estados Unidos, entre 2003 e 2009, a sobrevida em cinco anos para tumores localizados foi 98,6%, para tumores localmente avançados 84,4% e para tumores metastáticos 24,3%.
Além do estágio do tumor, outros fatores estão relacionados com o prognóstico e a resposta ao tratamento, como o tipo de câncer, seu grau histológico e suas características genéticas e biológicas, mais a idade e as condições clínicas do paciente. Logo, o tamanho do tumor é apenas um dos elementos que determinam a sobrevida e a probabilidade de cura.
A frase inicial deste artigo pode ser considerada uma meia verdade, uma vez que não foram esclarecidas questões como cura versus remissão, probabilidades (que dependem do contexto e da população estudada) e o descobrimento precoce (uma entre outras variáveis que interferem na sobrevida e na resposta ao tratamento).
A utilização de frases como essa em campanhas de incentivo à mamografia, em especial para mulheres com 40 anos ou mais, pode transmitir a falsa ideia de que todas as pacientes que fazem mamografia e descobrem um câncer estarão curadas. Isso não corresponde à realidade, uma vez que algumas mulheres que descobrem o câncer por meio de uma mamografia de rastreamento morrem da doença e muitas que descobrem por meio de sinais e sintomas permanecem vivas muitas décadas após o diagnóstico.
Vários pesquisadores acreditam que entre as milhares de mulheres que permanecem sem doença após tratarem um câncer de mama descoberto por uma mamografia de rastreamento (mulheres assintomáticas), menos de 10% tiveram suas vidas salvas pelo exame. Cerca de 60% permaneceriam sem evidência de doença caso fossem diagnosticadas aos primeiros sinais e sintomas da doença e uma parcela considerável --cerca de 30%-- corresponderiam aos cânceres de mama que jamais se tornariam clinicamente aparentes se não fosse pela realização da mamografia de rastreamento ("overdiagnosis" em inglês).
Todas essas questões fogem ao senso comum e, por esse motivo, deveriam ser debatidas e publicadas. A boa notícia é que os veículos de comunicação de massa (mídia impressa principalmente) já começam a dar sinais de abertura para essas questões.
Fonte: Folha de S.Paulo
Autores: LUIZ ANTONIO SANTINI, 67, médico e diretor-geral do Inca (Instituto Nacional de Câncer).
RONALDO CORRÊA FERREIRA DA SILVA, 50, oncologista clínico do Inca.

Ciência Busca Fármacos em Formigas

A busca por moléculas naturais capazes de combater doenças em seres humanos sempre foi um trabalho "de formiguinha" da ciência, envolvendo a coleta, isolamento e análise de milhares de compostos de plantas, animais e micróbios da natureza, que precisam ser testados, um a um, sobre uma grande variedade de alvos terapêuticos. No caso de um novo projeto de pesquisa anunciado ontem, porém, essa expressão ganha sentido literal.
Cientistas do Brasil e dos Estados Unidos vão, literalmente, enfiar a mão em formigueiros e coletar formigas por todo o País em busca de novas moléculas capazes de destruir fungos, parasitas e, quem sabe, até células cancerígenas. Não nos insetos propriamente ditos, mas nas bactérias que vivem sobre suas carapaças e impedem que suas colônias subterrâneas sejam contaminadas por fungos nocivos à sua sobrevivência.
O projeto foi aprovado "com louvor" num edital conjunto dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), cujo resultado foi anunciado ontem pelo presidente do NIH, Francis Collins, em sua primeira visita ao Brasil. O projeto está previsto para durar cinco anos, e o valor de financiamento ainda não foi divulgado oficialmente pelas instituições.
Mônica Tallarico Pupo, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, é a pesquisadora principal do lado brasileiro. Jon Clardy, de Harvard, lidera pelo lado americano.
A meta, segundo Mônica, é isolar cerca de 500 linhagens de bactérias simbiontes de formigas por ano, para serem testadas contra fungos infecciosos (que atacam, principalmente, pacientes com sistema imunológico comprometido), parasitas tropicais (em especial, os da doença de Chagas e leishmaniose) e células tumorais.
"Vamos começar pelas formigas agricultoras", diz ela, que já desenvolve um projeto semelhante, de menor escala, com formigas saúvas. Agora, serão coletadas amostras de várias espécies, de biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga.
Fazendeiras. O termo "agricultoras" refere-se ao fato de essas formigas cultivarem "plantações" de fungos dentro de seus formigueiros. Os pedaços de folhas que elas carregam para dentro das colônias não é alimento para elas, mas para os fungos – que, por sua vez, são o verdadeiro alimento das formigas.
Como todo bom agricultor, as formigas não querem que suas plantações sejam contaminadas por pragas – neste caso, fungos oportunistas, que não servem de alimento para elas. E quem evita que elas carreguem esporos desses fungos para dentro dos formigueiros são bactérias que vivem em suas carapaças e destroem rapidamente esses organismos.
A meta dos cientistas é estudar essas bactérias e descobrir as moléculas que elas usam para destruir os fungos. Feito isso, a esperança é que algumas dessas moléculas sirvam como base para o desenvolvimento de novos fármacos.
A vantagem com relação a projetos semelhantes, que buscam moléculas com ação farmacológica na biodiversidade, é que a "triagem inicial de bactérias já foi feita pelas formigas", aponta Mônica.
Collins falou com entusiasmo do projeto nesta quinta-feira, 22, na Fapesp. "Não é uma ideia incrível?", disse. "Uma série de compostos completamente novos poderá emergir dessa pesquisa." O projeto recebeu a melhor nota entre todos que foram submetidos ao NIH no edital.
Fonte: O Estado de S. Paulo - Jornalista: Herton Escobar

Tutoria 4

                                                                                     Mudando o Potencial
No gráfico abaixo, são mostrados o potencial de ação de uma célula nervosa e ,na mesma escala, as variações de condutância da membrana dos íons sódio e potássio. A partir dos mesmos, analise, interprete e correlacione os dados obtidos com os mecanismos envolvidos  na gênese do potencial de ação. Quais são os eventos fisiológicos apontados na sequencia da figura?
Fonte: Faculdade de Medicina, UFMT, Cuiabá.




Questões levantadas pelo grupo:
  • O que é potencial de ação?
  • O que é variação de condutância do neurônio com relação aos íons sódio e potássio? Existem outros fatores que variam?
  • Quais são os mecanismos envolvidos na gênese do potencial de ação?
  • Qual a relação de condutância da membrana com o potencial de ação?
  • Quais os eventos fisiológicos do potencial de ação de uma célula nervosa?


Hipóteses levantadas pelo grupo:
  • Potencial de ação é o potencial mínimo para iniciar uma ação celular.
  • São fatores que regulam a entrada e saída de íons sódio e potássio.
  • Entrada e saída dos íons; diferença de potencial.
  • A entrada e saída dos íons (na condutância) geram o potencial mínimo de ação. Quanto maior for a condutância, mais rápido o potencial de ação será atingido.
  • Repouso; Polarização; Despolarização; Hiperpolarização.

Objetivos determinados pelo grupo:
  • Caracterizar e relacionar potencial de ação e condutância da membrana.
  • Determinar os fatores que regulam a entrada e saída dos íons sódio e potássio na célula nervosa.
  • Identificar os mecanismos envolvidos na gênese do potencial de ação.
  • Determinar os eventos fisiológicos do potencial de ação e relacionar com as sequências numéricas da figura 1A.

Mapa Conceitual:



quinta-feira, 8 de maio de 2014

Resistência a antibióticos se propagou ao redor do globo


A resistência a antibióticos está colocando pacientes em risco tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, à medida que bactérias responsáveis por diversas infecções perigosas desenvolvem resistência às substâncias que costumavam combatê-las.

A gonorreia, antes tratada com sucesso com antibióticos, voltou a ser uma grande ameaça à saúde pública devido ao surgimento de novas cepas resistentes. Medicamentos antes considerados tratamentos de “último recurso” para a doença sexualmente transmissível, atualmente são terapias de primeira linha e, de vez em quando, se mostram ineficientes em pacientes de países como o Reino Unido, Canadá, Austrália, França, Japão, Noruega, África do Sul, Eslovênia e Suécia. Se não for tratada, a gonorreia pode levar à infertilidade e à cegueira, além de aumentar as chances de transmissão do HIV.

Medicamentos para o tratamento de Klebsiella pneumoniae, uma bactéria intestinal comum que pode causar infecções gravíssimas, ou até fatais, em recém-nascidos e pacientes que se encontram em unidade de terapia intensiva, já não funcionam em mais de 50% dos pacientes em alguns países. E as fluoroquinolonas, indicadas para tratar infecções do trato urinário, também são ineficazes em mais da metade das pessoas afetadas em muitas partes do mundo. Esforços para limitar a propagação da tuberculose multirresistente, da malária e do HIV também estão sob ameaça devido à crescente resistência bacteriana.



Perigosas bactérias resistentes a antibióticos e outros patógenos agora estão presentes em todas as partes do mundo e ameaçam reverter um século de avanços médicos. Essa é a mensagem da Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu primeiro relatório global sobre o crescente problema. O documento baseou-se em dados de resistência a medicamentos obtidos em 114 países.

“Longe de ser uma fantasia apocalíptica, uma era pós-antibióticos, em que infecções comuns e pequenas lesões podem matar, na realidade, é uma possibilidade muito real para o século21”, escreveu Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS para Segurança da Saúde, na introdução do relatório. A crise é fruto de décadas de dependência excessiva desses remédios e práticas relaxadas de prescrição, além do uso rotineiro desses medicamentos na criação de animais, o relatório frisou.


Embora o desenvolvimento de resistência seja esperado ao longo do tempo, o uso excessivo de antibióticos acelerou esse processo, ao exercer uma pressão seletiva adicional, salientou o relatório, elaborado por uma extensa equipe de pesquisadores da OMS. O problema é que existem poucas opções para substituir os remédios que se tornaram ineficientes: a última classe inteiramente nova de medicamentos antibacterianos foi descoberta há 27 anos, de acordo com a avaliação.

A OMS adverte que a situação poderia ter vastos efeitos na medicina, economia e nas sociedades globais a menos que sejam tomadas medidas urgentes em todo o mundo. Uma escassez de antibióticos eficientes significa que pacientes infectados necessitarão de cuidados mais extensivos, permanências mais longas em hospitais, além do fato de que eles morrerão em maior número.

Para lidar com o problema, a OMS pede ações globais coordenadas em uma escala igual às que as nações do mundo estão tomando para mitigar e se adaptar às mudanças climáticas.

O relatório recomenda uma abordagem de múltiplas frentes. De acordo com a organização, em muitos casos testes de diagnósticos disponíveis já podem ser usados para ajudar a identificar as bactérias que provocaram uma infecção, permitindo que médicos optem por tratamentos com medicamentos mais específicos (direcionados), em vez de recorrer a remédios de amplo espectro, que agravam a resistência. O problema é que como esses testes são demorados, os médicos que receitam uma terapia muitas vezes abrem mão deles, preferindo o caminho mais curto das drogas de amplo espectro. Portanto, desenvolver testes mais rápidos é fundamental, conclui o relatório. A OMS também propõe um foco renovado, e métodos padronizados, para rastrear cepas resistentes em todo o mundo. Atualmente não há um consenso global quanto à metodologia e coleta de dados nessa área.

Além disso, existem soluções cotidianas essenciais que comunidades e médicos deveriam adotar; inclusive melhores práticas de higiene por parte dos atendentes de saúde, como lavar as mãos com mais frequência e vacinar populações contra certas doenças para reduzir a necessidade de antibióticos. Os pacientes também têm um papel vital a desempenhar ao tomarem antibióticos somente quando forem receitados, observou a entidade.

A avaliação reuniu informações sobre nove bactérias particularmente problemáticas de 114 países que rastreiam dados sobre pelo menos um dos microrganismos e antibióticos utilizados para tratá-los.

Embora limitado por lacunas significativas de dados, o relatório salientou que no caso de muitas dessas bactérias, os níveis de resistência a medicamentos de primeira linha atingiram 50% ou mais em pelo menos metade dos países analisados. Como resultado, os prestadores de cuidados de saúde são obrigados frequentemente a recorrer a medicamentos de último recurso. “A dimensão disso é aterrorizadora. Esse é um problema massivo de saúde pública que está apenas começando a borbulhar para a superfície”, declara Brad Spellberg, professor associado de medicina do Instituto Los Angeles de Pesquisa Biomédica em Harbor–Centro Médico da U.C.L.A (Universidade da Califórniaem Los Angeles). À medida que o uso global de medicamentos de último recurso aumenta, a resistência a eles também acelera, agravando a crise. O relatório da OMS ressalta que, com menos opções de remédios, pacientes que vivem na pobreza ou não têm seguro-saúde não têm onde buscar tratamentos eficazes.

“Já estamos observando isso”, admite Stuart Levy, diretor do Centro de Adaptação Genética e Resistência a medicamentos da Tufts University School of Medicine, que ajudou na elaboração do relatório da OMS. “Em Uganda, tivemos um pneumococo multirresistente que estava sendo tratado com medicamentos recomendados para doenças respiratórias, mas as bactérias já eram 90% resistentes”. Nesse cenário, não havia remédios alternativos prontamente disponíveis.

Fonte: Scientific American, 30 de abril de 2014

Oms: Mais de 800 Mulheres Morrem por Dia em Complicações da Gravidez.

Mais de 800 mulheres morrem todos os dias no mundo devido a complicações na gravidez e no parto, mostra a Organização Mundial da Saúde (OMS) em dados divulgados nesta terça-feira. A mortalidade materna, no entanto, registra redução de 45% desde 1990.
Segundo a OMS, 289 mil mulheres morreram em 2013 devido a complicações relacionadas à gravidez e ao parto. Em 1990, foram 523 mil mortes.
A quase totalidade das mortes maternas (99%) ocorre em países em desenvolvimento e um terço do total é registrado em apenas dois países: a Índia (50 mil) e a Nigéria (40 mil). De acordo com a OMS, a região mais perigosa para se ter um filho é a África Subsaariana.
A taxa de mortalidade materna nos países em desenvolvimento em 2013 foi 230 por 100 mil nascimentos, enquanto nos países desenvolvidos foi 16 por 100 mil nascidos vivos.
A organização, sediada em Genebra, alerta para as grandes disparidades entre os países – com alguns registrando taxas de mortalidade materna extremamente elevadas, de 1.000 por cada 100 mil nascidos vivos – e também entre pobres e ricos dentro de alguns países.
Outro estudo da agência da ONU para a saúde, publicado hoje na revista The Lancet Global Health, revela que uma em cada quatro mortes se deve a complicações previamente existentes, como diabetes, HIV, malária ou obesidade, cujos impactos são agravados pela gravidez.
Um quarto das mortes deve-se a hemorragia severa. Outras causas identificadas são a hipertensão induzida pela gravidez (14%), as infeções (11%), obstruções e outras complicações no parto (9%), complicações relacionadas com o aborto (8%) e coágulos sanguíneos (3%).
“Juntos, os dois relatórios destacam a necessidade de investir em soluções comprovadas, como cuidados de saúde de qualidade para todas as mulheres durante a gravidez e o parto, e cuidados especiais para grávidas com problemas clínicos pré-existentes”, disse a diretora-geral adjunta da OMS para a Saúde da Família, Mulher e Criança, Flavia Bustreo, citada em comunicado da OMS.
Outro alerta da organização é sobre a falta de dados rigorosos relacionados à mortalidade materna. Apesar de ter aumentado o conhecimento sobre o número de mulheres que morrem e as razões das mortes, muitos dados ainda não são registrados. “Trinta e três mortes maternas por hora são 33 mortes a mais”, disse o diretor de Saúde, Nutrição e População do Banco Mundial, citado no comunicado.
"Precisamos documentar cada um desses acontecimentos trágicos, determinar as suas causas e iniciar ações corretivas urgentemente”, afirmou Bustreo.
Fonte: Portal Valor Econômico

Tutoria 3



Regenerando
Durante uma luta de MMA, um lutador sofreu um trauma no ombro. Durante atendimento hospitalar, após diagnostico de fratura de clavícula, teve a cintura escapular imobilizada e recebeu a recomendação de repouso. Segundo o médico, esses procedimentos são importantes para a regeneração óssea. Após 10 dias, o lutador notou uma proeminência na região da fratura, o que lhe causou preocupação. Ligou para seu médico que lhe informou que se tratava de um processo morfofisiológico normal e solicitou que o mesmo retornasse após três semanas para nova avaliação.
Fonte: Faculdade de Medicina, UFMT, Cuiabá.


Questões Levantadas Pelo Grupo:
  •  Qual a anatomia óssea da cintura escapular?
  •  Qual a finalidade da imobilização e do repouso para a regeneração óssea?
  •  Qual o processo de regeneração óssea?
  •  Na regeneração óssea, qual o motivo de surgimento de proeminências?
  •   Qual o padrão de tempo para a regeneração óssea?

Hipóteses Levantadas Pelo Grupo:
  • Clavícula, Escápula e Cabeça do Úmero.
  • Fratura; invasão de células sanguíneas; estimulo nervoso; calcificação.
  • Cicatrização correta; redução do calo ósseo.
  • Falta de molde cartilaginoso; autoproteção.
  •  Depende do tipo de fratura e do local; tratamento.


Objetivos:
  • Determinar a anatomia óssea da cintura escapular.
  • Caracterizar o processo de regeneração óssea.
  • Justificar a necessidade de imobilização e repouso para a regeneração óssea.
  • Analisar o surgimento do calo ósseo.






Mapa Conceitual :